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Crédito imobiliário: Como funciona?

Empréstimos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) para reforma e compra da casa própria somaram R$ 46,6 milhões. Os dados foram disponibilizados pelos bancos que atuam no setor, a Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). No entanto, muita gente ainda não conhece ou sabe bem como funciona o crédito imobiliário com recursos da poupança. Portanto, este texto é perfeito para você ficar por dentro do assunto e escolher a melhor forma de adquirir um imóvel.

 

Qual é a diferença entre crédito imobiliário e financiamento imobiliário?

De uma certa forma, sim. O crédito imobiliário tem duas modalidades de financiamento utilizando os recursos da poupança. No Brasil ele ainda é pouco utilizado, muito por falta de conhecimento.

Apenas cerca de 8% dos financiamentos no Brasil são feitos com o uso do crédito. Já nos Estados Unidos o índice é de 66%.

O crédito imobiliário pode ser usado para a compra de imóvel novo ou usado, residencial ou comercial. Mas, recentemente, alguns bancos concedem este financiamento para compra de materiais para construção da casa ou reforma.

Há ainda o refinanciamento imobiliário ou crédito imobiliário com garantia de imóvel. Ele é usado quando você é total ou parcialmente dono do imóvel mas precisa levantar dinheiro sem se desfazer dele. Neste caso é possível receber até 50% do valor de avaliação da casa ou apartamento. Os prazos para pagamento deste tipo, por outro lado, são maiores.

 

O que precisamos saber sobre crédito imobiliário?

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Quais são as formas de financiamento imobiliário?

Existem dois sistemas que regulam o crédito imobiliário. Um deles é o Sistema Financeiro de Habitação (SFH), que permite o uso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

As taxas de juros são atrativas, mas limita o valor do imóvel a ser financiado em R$750 mil em MG, RJ, SP, DF e R$650 mil nos demais estados.

Para valores acima desse teto o financiamento deve ser feito pelo Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI). No entanto, quem decide se o imóvel se enquadra nesses limites são os avaliadores da instituição financeira.

O valor máximo do financiamento para apartamento ou casa pelo SHF é de 90% do valor. Para o pagamento da dívida só pode usar até 30% da renda do contratante. O pedido só pode ser feito utilizando documentação de pessoa física.

O prazo máximo para pagamento da dívida é de 420 meses, com parcelas ajustadas pela taxa de juros + TR.

A outra modalidade é o Sistema de Financiamento Imobiliário (SHI), destinado para os imóveis acima do limite. Os imóveis que não se encaixem nas regras do SFH, como os imóveis comerciais, também utilizam o SHI.

Não há teto máximo para o valor do imóvel, nem de comprometimento da renda. Já o valor de concessão varia entre 80% e 90% do valor do imóvel. O SFI pode tanto ser concedido para pessoas físicas quanto jurídicas, prazo de 420 meses para quitação da dívida. Os juros, no entanto, são mais altos do que os do SFH.

 

Portanto, para dicas e informações sobre o mercado imobiliário continue acessando o Central do Corretor ou acesse o Blog do Permutando!

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